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BMW anuncia sua linha de elétricos

Dupla alimentada por baterias faz prévia nesta sexta-feira (29), antes de Frankfurt
Editora Globo

A BMW anunciou que fará uma prévia, nesta sexta-feira (29), da sua futura linha de veículos elétricos, prevista para chegar às lojas da marca bávara em 2013. Dois modelos, ambos designados pela letra “i”, serão revelados. O i3 é uma espécie de minivan urbana 100% elétrica, enquanto o i8 é um superesportivo híbrido para lá de futurista. A estreia de ambos será no Salão de Frankfurt (Alemanha), em setembro.



Editora Globo













O i3 e o i8 são versões de produção dos protótipos Megacity e Vision EfficientDynamics. A BMW confirmou que os dois modelos “verdes” serão montados na fábrica de Leipzig, na Alemanha. Dados preliminares indicam que o i3 ter motor com potência de 136 cavalos e velocidade máxima de cerca de 150 km/h. Já o arrojado i8 é um mistério. Especula-se que o superesportivo ecológico troque o motor turbo-diesel do protótipo por um bloco a gasolina. O conceito Vision EfficientDynamics tinha poderosos 328 cv.










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Gol lidera ranking de roubos de carros em Salvador e RMS



Entre um drible e outro nos puliça,  o que não falta no baba da bandidagem é Gol. O carro da Volkswagen é o preferido dos ladrões de Salvador e Região Metropolitana (RMS), de acordo com os boletins diários disponibilizados  pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) em seu site desde o dia 17 de janeiro.
Do total de roubos e furtos de carros registrados nos boletins (1.153 até as 18h de ontem), quase 17% (193) são Gols. Em segundo aparece o Corsa (123), seguido de perto do Uno (121). Completam o pódio o Palio e o Celta - veja lista na página ao lado.


Entre os que levaram uma tabaca dos ladrões está o flamenguista Raniere Oliveira, 45 anos. Ele perdeu seu Gol numa madrugada escura de junho, em uma rua do Parque Júlio César, na Pituba - bairro da capital onde mais se rouba carros, também segundo o boletim da SSP.


Como na Alameda Beneveto, onde mora, não havia vagas, ele teve que deixar o veículo em um local mais afastado. “Quando desci para trabalhar, no outro dia, o carro não estava onde deixei”, lembra. Por azar, Raniere tinha cancelado o seguro do carro havia seis meses.
O veículo, comprado por R$ 8 mil, havia acabado de passar por uma reforma completa na chaparia, que custou à vítima R$ 2.400. Raniere afirma que não comprará mais carros Gol.


Facilidade  Líder do ranking de roubos, o Gol foi o 2º carro mais vendido da Bahia em junho, atrás do Uno, de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). A picape Strada, da Fiat, foi o terceiro modelo mais emplacado, o Celta ficou em quarto e o Siena em quinto.


Mas, como malandro que é malandro gosta de vida fácil, a paixão dos assaltantes pelo carro tem um motivo muito simples - a fechadura cede com mais facilidade que a dos demais veículos. O titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV), Augusto Eustáquio, foi procurado, mas não quis falar sobre o assunto. O CORREIO solicitou entrevista com o delegado-chefe, Hélio Jorge, mas não teve o pedido atendido.


Contudo, segundo informações da DRFRV, qualquer pessoa com conhecimentos elementares abre rapidamente a porta de um Gol, sem precisar arrombá-lo. A Volkswagem foi procurada, mas não comentou a informação.


Bairros
A Pituba, onde Raniere mora, é o bairro da capital onde mais carros são roubados, também de acordo com os boletins diários da SSP. Os outros três bairros mais perigosos são Itapuã, Imbuí e Brotas - veja tabela acima.


Segundo a polícia, o cenário na Pituba se deve ao fato de ser um bairro nobre e haver grande concentração de carros e por ser próximo ao Nordeste de Amaralina. Os demais bairros seguem a mesma lógica da quantidade de veículos. Na RMS, as cidades mais perigosas são Lauro de Freitas, Camaçari e Simões Filho.


Diferenças No site da SSP são informados modelo, placa e local onde o roubo ocorreu, dados que foram usados como amostragem, mas na realidade o número total de roubos é bem mais alto. No mesmo site, balanços de ocorrências mensais da Coordenação de Documentação e Estatística Policial (Cedep) mostram que de janeiro a junho foram registrados 3.598 roubos e furtos de veículos em Salvador e RMS - média de 599 ao mês.


Segundo a SSP, a diferença ocorre porque os boletins diários são realizados com base nas ligações recebidas pelo 190, enquanto os balanços mensais são feitos somando as ocorrências de cada delegacia - como muitas vezes quem tem o carro roubado vai diretamente à delegacia, o registro não sai no boletim diário.


Um terceiro número, da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais (CNSeg), aponta que entre janeiro e junho foram roubados 5.008 veículos só em Salvador - isolada da RMS.


Finalidade Segundo a DRFRV, a  destinação dos veículos roubados varia muito. Carros como Gol, Corsa e Uno, que lideram o ranking, além de usados em ações criminosas rápidas, servem para desmanche.


Em Salvador, a polícia calcula que existem 30 oficinas de desmanche de carros. A DRFRV informou que para combater a prática é necessário trabalho em conjunto com a Secretaria da Fazenda.
Uso de cada veículoCARROS PEQUENOS Usados em assaltos como apoio aos ladrões que executam o crime nas motocicletas. Na guerra entre quadrilhas rivais, servem para transportar os bondes que vão matar inimigos.
PICAPES E VANS Servem para assaltos com grande quantidade de carga, como roubos a residências e comércios. Também usados em assaltos a bancos.


MOTOS Mais ágeis, servem para fuga em assaltos rápidos, como saidinhas bancárias e a casas lotéricas, por exemplo. Também usadas por bandidos para se locomover em ruas estreitas. 

Roubos de carros aumentamDe acordo com dados divulgados pela Coordenação de Documentação e Estatística Policial (Cedep), houve de janeiro até junho deste ano 3.598 roubos e furtos de veículos, em Salvador e Região Metropolitana - uma média de 599 ao mês.

Segundo os dados do Cedep, os furtos e roubos cresceram levemente se comparados com o mesmo período do ano passado, quando os ladrões levaram 3.455 carros na cidade - um aumento de 4,14%. Por outro lado, a quantidade de veículos recuperados também cresceu  um pouco – 5,45% -, entre janeiro e junho.

Enquanto em 2011 foram devolvidos aos donos 1.820 carros, ano passado o número foi de 1.726, no mesmo período. De acordo com esses números, a polícia recupera cerca da metade dos carros roubados na cidade: 49,96% em 2010 e 50,58% este ano.
Motos: 2,8%  recuperadasDo total de veículos roubados em Salvador e Região Metropolitana, 22% são motocicletas, de acordo com o boletim diário da Secretaria da Segurança Pública (SSP). São 253 registros de roubos e furtos de motos desde 17 de janeiro - quase todas de 125 ou 150 cilindradas -  sendo que apenas sete (2,8%) foram recuperadas, um índice bem mais baixo que o de carros.


Os bairros mais perigosos para os motociclistas são diferentes daqueles arriscados para os motoristas de carro. Em Salvador, Pernambués e Pirajá, com sete casos cada um, lideram o ranking de roubos de moto. Em segundo lugar está o Retiro, com seis, seguido do Cabula e Periperi, com cinco. Na Pituba, campeã soteropolitana dos roubos de carros, houve apenas um registro de roubo de moto.


Na Região Metropolitana, o  campeão de furtos e roubos é Camaçari - 24 ocorrências -  seguido de Simões Filho (18) e Lauro de Freiras (11).
Fontes da polícia explicaram que a quantidade de motocicletas em bairros e cidades pobres é maior, por isso a diferença. A maior quantidade de motocicletas de baixa cilindrada na rua nessas localidades explica os roubos mais recorrentes. Além disso, por serem pequenos, esses veículos são mais fáceis de esconder e difíceis de identificar.


A polícia informou ainda que muitas motocicletas recebem placas frias e são usadas pelos criminosos para fazer saidinhas bancárias e assaltos rápidos a lotéricas da cidade, por exemplo, além de serem úteis para se locomover pelas ruas mais estreitas das favelas e fazerem aviãozinho de drogas. Outro motivo apontado é o crescimento do mercado de peças, principalmente com o aumento do número de mototaxistas nas ruas.


O presidente da Associação de Motociclistas do Estado da Bahia, Ruiter Franco, concorda. “A frota cresceu, o mercado paralelo de peças também. Isso aumentou a violência aos motociclistas”, afirmou. Além do mercado de peças, muitas motos roubadas na capital são ilegalmente emplacadas e vendidas a baixo preço na zona rural. “As motos baratas ficam mais baratas ainda. Quem viaja pelo interior vê que muitos agricultores deixaram os cavalos de lado”, observa Franco.
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Peças automotivas importadas passam a pagar apenas 2% de imposto de importação

Vai diminuir o impacto do preço de algumas peças automotivas importadas no país devido à redução na alíquota do imposto de importação. O governo federal acaba de baixar de 18% para 2% a taxa de importação para autopeças.
Foram aprovados pela Camex – Câmara de Comércio Exterior – 116 componentes mecânicos que antes pagavam entre 14% e 18% de imposto de importação. No entanto, os componentes que terão de pagar apenas 2% são aqueles que serão introduzidos diretamente na linha de produção nacional. Segundo a Camex, o incentivo a importação de alguns componentes não deverá prejudicar a produção nacional, já que o número de itens é bem pequeno. Entre os itens beneficiados com a redução do imposto, estão alguns tipos de caixas de câmbio.
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Peças nacionais são apenas 9,5% do carro

Com a valorização do real e custos mais elevados da produção nacional, hoje o fornecimento de autopeças fabricadas no País não chega a equivaler a 10% do preço do carro. É a conclusão de estudo feito pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes Automotores, que demonstra o crescimento da importação no segmento. “As empresas importam cada vez mais”, afirma o presidente do Sindipeças, Paulo Butori.
O dirigente explica que 60% do valor do veículo produzido no País tem de ser de conteúdo local, mas no percentual estão incluídos gastos com pintura e marketing. Além disso, montadoras e seus fornecedores locais (diretos e indiretos) vêm substituindo a produção pela compra de itens estrangeiros. Dessa forma, levando em conta importações em todos os elos da cadeia produtiva, chega-se ao índice de 9,56% de componentes nacionais – tomando como base o valor de venda do carro.
Ainda segundo Butori, é bem menos do que do que no passado, quando a média de nacionalização já foi de 70%. Isso não quer dizer que todos os modelos atualmente tenham esse percentual da ordem de 10%. Isso se verifica, sobretudo, em automóveis de maior valor agregado, que têm mais itens de tecnologia.
E as importações de autopeças, que cresceram 20% neste ano, se transformam em necessidade para as indústrias terem lucro e manterem a competitividade. No entanto, as pequenas fabricantes são o elo mais fraco dessa cadeia produtiva. “A gente não consegue competir com China e Índia. Este ano está bem aquém do ano passado”, diz Ernesto Moniz, da Metalúrgica Moniz, de Ribeirão Pires.
Segundo o empresário, uma montadora já o chamou e disse: ‘Seu preço está 53% mais caro que o do concorrente externo’. Ele afirma que não houve como reduzir o valor para competir. “Não pagava nem minha matéria-prima”. Ele assinala que também passou a trazer componentes do Exterior (por exemplo, forjados e aço) para melhorar seus custos.
Outra indústria, a MRS, de Mauá, já teve de fazer demissões neste ano, por causa da queda nas vendas de autopeças que fabrica. Conta hoje com 200 funcionários, 30 a menos do que no início do ano. O diretor Celso Cestari acrescenta que, além do câmbio desvantajoso, o crédito encareceu. O presidente do Sindipeças se queixa, por sua vez, de custo da mão de obra. “É 30% a 40% mais cara que em outros países”, cita.
Butori projeta que o volume de trabalhadores no setor, que ficou estável nos últimos dois anos, deve começar a cair. Em outros ramos, as perspectivas também não são favoráveis. “As empresas estão substituindo importação e mantendo o quadro, mas em meados do segundo semestre, terá reflexão no emprego”, prevê o assessor da presidência da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos, Mario Bernardini.